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De: Mauricio Apelbaum
Veja só, eu estava me preparando para terminar um texto sobre velho corredor, o "seu" Tuplet, quando, ontem, recebi a notícia de que ele tiinha morrido. Ele estava com 98 anos e meio. Fiquei emocionado e muito triste, como não poderia deixar de ser. Mas, enquanto não destruo o original, mando-lhe uma cópia da pequena introdução que faria em sua homenagem , na expectativa da chegada de seus 100 anos. Ele começou a correr aos 70 anos e tornou-se campeão mundial nessa categoria. E nas demais, 75, 80, 85, 90 e 95. É a vida e suas inevitabilidades.(Participei da festa de seu aniversário, o dos 95 anos).
O QUE É DRENAGEM LINFÁTICA E PARA QUE SERVE:
Drenagem Linfática Manual (DLM), é uma técnica de massagem altamente especializada, feita com pressões suaves, lentas, intermitentes e relaxantes, que seguem o trajeto do sistema linfático, tendo como objetivo aprimorar algumas de suas funções, trazendo vários benefícios como redução dos edemas linfáticos, inchaços pós-operatórios, linfedemas, celulite, retenção hídrica, acne, etc, estimulando a regeneração e a defesa dos tecidos, aumentando a diurese e a eliminação das toxinas, devolvendo assim, o equilíbrio hídrico e a homeostase do organismo. Apesar de ser uma massagem suave, a DLM produz efeitos profundos e sistêmicos, no nosso organismo, promovendo a eliminação de impurezas e toxinas. Este processo pode ficar comprometido por fatores como a fase pré-menstrual, longos períodos na mesma posição, vida sedentária, pré e pós-operatórios, assim sendo, haverá um acúmulo de líquidos em determinadas regiões, causando inchaços e edemas locais. A Drenagem Linfática Manual estimula a desintoxicação e oxigenação dos tecidos, o relaxamento físico e muscular, assim como o fortalecimento do sistema imunológico. A Drenagem Manual é feita com manobras leves, restabelece a circulação dos líquidos no organismo e faz com que estes sejam reabsorvidos ou eliminados pela urina e transpiração.
Clínica Atlas Áxis
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Tel: 3183 3135 ou 3215 3135
ENVELHECIMENTO E CÂNCER DA PELE
Por Lúcia Arruda (janeiro/2006)
O maior órgão do nosso corpo está em contato direto com o ambiente. Assim, a pele envelhece pela idade ou pela ação dos agentes externos que podem agredi-la de maneiras diferentes. Entre eles, sem dúvida o sol é o mais importante e o que mais a envelhece - processo caracterizado por perda do brilho, aumento da textura, aspereza, manchas e também pelo aparecimento dos cânceres da pele.
Esse envelhecimento depende do fotótipo de pele, ou seja, da cor do indivíduo e da quantidade de sol que ele recebeu no decorrer da vida. É preciso lembrar que os efeitos do sol são cumulativos e começam desde de que nascemos. Quando esses efeitos não são corrigidos pelos mecanismos de defesa da pele, se acumulam, mas as manifestações só ocorrem após muitos anos, em geral, a partir dos 35 anos. Assim, não é o sol de um verão que faz os estragos, mas o sol de muitos verões.
Pessoas de pele clara que têm atividade diária ao ar livre são as mais predispostas às manifestações precoces do envelhecimento da pele. Em geral, estas são lentas e progressivas. Inicialmente, notam-se a perda do brilho e o aumento da textura, vagarosamente as manchas se instalam, e pode haver o aparecimento do câncer de pele. O tipo mais freqüente é o denominado carcinoma basocelular, que se caracteriza pelo aparecimento de pequenas "feridas" brilhantes, que sangram no banho e nunca cicatrizam. Outro tipo é o carcinoma espinocelular: aparecem manchas acastanhadas que vagarosamente se espessam, tornando-se uma "ferida".
Entretanto o câncer que mais preocupa os dermatologistas é o melanoma, que é muito maligno, pois pode produzir metástase, isto é, esparramar para o resto do organismo. Esse tipo surge das "pintas" acastanhadas, isto é, dos nevos, e normalmente aparece como uma pinta que vagarosamente se escurece, aumenta de tamanho, se espessa e às vezes sangra. Como nas fases inicias o melanoma não gera metástase, existe uma preocupação em chamar a atenção para todas as lesões escuras que aumentam em tamanho, pois, quanto mais precoce o diagnóstico, melhor.
Como sabemos, existem dois tipos de radiação que chegam à superfície da pele: UVA, de comprimento de onda mais longo e que penetra mais na pele, sendo responsável pelo envelhecimento, pelas alterações nas fibras elásticas e colágenas e também pelo melanoma; e a UVB, de comprimento de onda mais curto, que penetra menos na pele, mas é responsável pela mutação no DNA celular e, portanto, pelos cânceres de pele basocelular e espinocelular. A radiação UVA está presente no dia todo, e a UVB é mais intensa entre 10h e 16h. Daí a recomendação de evitar longas exposições nesse horário.
Vermelhidão na pele significa que houve lesão nas células, produzida pelo sol. Se isso acontecer após uma corrida, o atleta deverá fazer uso de um bom hidratante, usar roupas leves, tomar banho com água mais fria e se proteger mais na próxima vez.
Como medida de proteção, deve-se indubitavelmente fazer uso de protetores solar de alto poder de absorção.
É preciso recordar que essa proteção depende da quantidade do produto aplicada, que deve ser de 2 mg/cm2 de pele (uma colher de chá, para a face). Além disso é importante lembrar que o FPS 15 dá 93% de proteção, enquanto o FPS 60 proporciona 98%, quando for seguida a especificação de dosagem. Assim, corredores devem passar uma porção generosa e reaplicar o produto a cada uma ou duas horas, se estiver em atividade esportiva ou dentro da água.
Além do uso constante e regular de protetores, ainda existe a ênfase em outros métodos, como chapéus, óculos escuros com lentes para filtrar radiação UV e roupas. Atualmente, para os esportistas, preconizam-se roupas com filtro solar, isto é, tecidos que são confeccionados com protetores ou a aplicação dessas substâncias na água de enxágüe, em quantidade também preestabelecida para dar a proteção adequada. Desse modo, as pessoas podem se proteger e evitar o envelhecimento precoce.
Lúcia Arruda é chefe do Serviço de Dermatologia da PUC de Campinas
Fonte: Revista O2
